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Tuesday, November 21, 2017

Geração Floco de Neve: a cura certa e infalível



Por aqui já temos falado bastante da geração floco de neve - um fenómeno que cresceu loucamente nos Estados Unidos durante a administração Obama graças à propagação de ideias marxistas e liberais esquerdoides, mas que se tem espalhado um pouco por toda a parte via redes sociais - ou seja, ao facto de todo o mundo ter tempo de antena para se queixar das coisas mais parvas.


Nota: esta cena aconteceu mesmo. Não é ficção.
Para quem anda mal informado, a Geração Floco de Neve ofende-se com tudo: vê micro-agressões, racismo, sexismo, apropriação cultural, gordofobia, slut shaming, body shaming, assédio, bullying e ódio em toda a parte. Sente-se "espoletada" ("triggered") por qualquer alfinete, tendo (ou fingindo) ataques de pânico à mínima coisa. Basta alguém discordar de alguém, criticar ou fazer uma piada sem má intenção, para lançar uma convulsão de choraminguice com direito a queixa formal.




A doideira é tal que já não se pode brincar com nada - há mesmo humoristas famosos que se recusam a actuar em campus universitários-graças aos protestos dos Social Justice Warriors de serviço e em certas universidades foram criados "espaços seguros" para os estudantes terem os seus chiliques à vontade (fanicos esses motivados por coisas tão ridículas como "livros perturbadores" (como falámos aqui) ou aplausos (como discutimos aqui) ou um colega ou professor dizer que votou em Donald Trump. Como a série Family Guy satirizou brilhantemente, "não existem piadas - vivemos num mundo pós piadas".



Os flocos de Neve acham-se com direito a tudo, dizem-se socialistas ferrenhos mas não passam sem as regalias do capitalismo, como os cafés cheios de xarope da Starbucks e os Iphones (normalmente pagas pelos pais capitalistas) e em suma, são bons discípulos de Justin Trudeau (um dia tenho de falar aqui de Justin Trudeau): meninos mimados incapazes de fazer pela vida, mas que se acham muito bonzinhos. Uns wannabe hippies a quem falta a pureza e estilo dos hippies, e que para defender "a paz e a igualdade" não hesitam em recorrer à violência. Ai de quem se atreva a discordar deles!



Os floquinhos de neve odeiam a sua pátria e a cultura ocidental que lhes permite todas as suas liberdades, luxos e doideiras, mas não vivem sem as regalias da tal cultura opressora (nomeadamente, internet livre para ventilarem os seus disparates). Todos querem ser considerados lindos e extraordinários, mesmo que façam de propósito para serem exactamente o oposto. Para eles, tudo é  subjectivo: as relações são líquidas e casuais, o género é fluido, o bem e o mal são relativos, os padrões de beleza não existem, as recompensas não dependem do mérito porque todos são especiais (especialmente eles próprios) tudo devia ser grátis e a verdade não vale um chavo porque os sentimentos são mais importantes do que os factos.



 Os rapazes são geralmente efeminados e supostos defensores das mulheres (como o Cavaleiro Andante dos Pensos Higiénicos, de quem falámos há tempos) e as raparigas umas feminazis de carteirinha que passam o seu tempo em protestos e nos copos, e depois reclamam que não há homens de jeito. Gastam o dinheiro da família tirando licenciaturas que não têm empregabilidade (como estudos feministas ou sociologia das minorias ou coisa que o valha) e que lhes permitem dissertar à vontade sobre Justiça Social, unicórnios e duendes, mas depois refilam contra o Capitalismo por não terem carreira que se veja. Fazem por ser bizarros para dar nas vistas o mais possível e poderem queixar-se de serem apontados. Resumindo, são uns inúteis orgulhosos do seu diletantismo, que ainda por cima nem é um diletantismo artístico e interessante como o do Carlos da Maia, e vivem numa histeria, delírio e paranoia permanentes. São fases- dir-se-ia em tempos. Mas o pior é que isto agora é levado a sério e apoiado por certos média como uma espécie de salto evolutivo para uma nova sociedade.






Quando pensamos que há 70 anos, jovens dos seus 18 se dispuseram a morrer valentemente na II Guerra (e por seu turno, as raparigas dessa geração eram snipers ou trabalhavam nas fábricas a montar bombas) e comparamos isso com estas amostras de gente... é de uma pessoa se benzer. Lá dizia o outro: tempos difíceis geram homens (e mulheres) de valor. Tempos fáceis geram homens fracos.

Pois bem, na minha família nunca houve flocos de neve nem tolerância para gente fraquinha do miolo.


Os remédios eram prontos e eficazes, por isso sugiro que sejam empregues quanto antes nas escolas e faculdades, antes que estas se tornem viveiros de gente doida. Eis o que os meus pais, avós e parentes disseram toda a vida a quem se atrevia a ter "chiliques":

- Vai correr para o pinhal que isso passa-te.
- 30 abdominais e 25 flexões- no chão, já!!!
- Pega num paninho e limpa (o chão, o carro, as janelas) para te acalmares.
- Bico calado que eu com essa idade tinha X homens sob o meu comando.
- Vai à Missa que isso passa (a recomendação ou ameaça do Terço também surtia logo efeito).
- Pega-te com Deus, filha.
- Bolinha baixa rente à relva!
- Pouca vergonha!
- Nem pense que vai sair à rua nessas figuras.
- Há muita louça para lavar e lenha para carregar cá em casa: trate disso que os nervos passam.
- Leva uma tareia que chora com razão.
- Os nervos tiram-se com um pau (sacando da colher de pau).
- Vá varrer as escadas que aqui não há pão para malucos.
- (*Inserir tarefa*) Aqui não há pão para malandros.


Bem diz o povo: chinelo canta, moral avança. Ou "casa que não é ralhada não é casa bem governada". E a sociedade começa em casa, não nos enganemos...


Mas esperem- nem é preciso virem para minha casa. Se pensarmos de acordo com as ideias de esquerda que estes meninos tanto apoiam... nem o proletariado oprimido teria pachorra. Mao Tse Tung mandava-os para os campos vergar a mola que era um gosto, porque apesar de tudo nem ele gostava de alminhas delicadas. O próprio Che Guevara, que estes "equalitários da treta" tanto idolatram, era capaz de lhes espetar um balázio quando visse como se ofendiam com tudo. E se fossem para os países islâmicos que tão afincadamente defendem, tenho para mim que de cem chicotadas bem merecidas não se livravam...

Em resumo: flocos de neve, ninguém gosta de vocês, porque ninguém gosta de palermas. 
Agora venha 2018, porque 2017 foi cheio disto e está tudo farto.





Saturday, November 18, 2017

As coisas que eu ouço: padrões elevados (NOT!)






Esta semana deparei-me com duas moçoilas com muito mau ar, à porta da Poundland (espécie de "lojinha dos 300" cá do burgo). Dizia então, com a resoluta postura de quem tomou um grande propósito de vida, uma loura oxigenada à sua "miga":

- Eu já o avisei que comigo não faz farinha! Se ele engravidar a outra, acabou tudo entre nós!


Fiquei estarrecida com tanta baixeza e tive de fugir dali para não me escangalhar a rir na cara delas...

Eu costumo bater na tecla dos "padrões elevados" quando se trata de relacionamentos.

Ou seja, se uma mulher quiser evitar relações em que é desrespeitada (e convém que queira...) ou tratada como um brinquedo, precisa de definir muito bem consigo, antes de se envolver seja com quem for, o que quer e não quer para a sua vida. Saber o que aceita e não aceita. 

E claro, terá de comunicar esses padrões (por palavras e atitudes) a qualquer potencial namorado, logo que começam a conhecer-se e ele deixa claro o seu interesse. 

 Às primeiras iniciativas que ele tome (ele, atenção...) cabe a uma rapariga deixar explícito, de forma serena e amigável mas firme, de forma verbal e não verbal, o que está disposta a aceitar, vulgo: se quiser sair comigo, tem de convidar com a devida antecedência, porque eu valorizo o meu tempo; ou "não me envolvo em relações casuais...;se não tiver um relacionamento sério, prefiro estar sozinha" ou ainda "não acredito em coabitar sem estar casada". Perante isto, quem é sério (ou está mesmo interessado) deixa-se estar; quem anda na brincadeira fica informado e põe-se a andar enquanto é tempo. Filtragem feita.

Quem não define o que quer, sujeita-se a ser alvo de joguinhos. Ou mal interpretada. Os homens admiram e respeitam quem se dá ao respeito. Se uma mulher sabe o que quer, mas age e fala como se quisesse outra coisa, arrisca-se a patinar na maionese meses ou anos a fio, a perder o seu rico tempo e a gastar a sua paciência com quem não a merece, não presta ou, simplesmente, com alguém que é errado para si. Isto quando não faz papelões menos dignos ainda.


Porém,  vá- há mulheres que têm até um padrão digno e civilizado na sua cabeça, mas pecam por não se explicarem ou não terem firmeza. Mas estas duas que eu tive a pouca sorte de ouvir? 

O padrão nem sequer existia, ou é tão baixo, tão rasteiro,que está em valores negativos. Pergunto-me qual é, para começar, o objectivo de uma mulher que pensa assim: com tanto homem por este mundo de Deus, o melhor cenário que ela consegue imaginar para a sua felicidade é que o seu "amigo" não tenha filhos de outra qualquer? É que notem, a pobre coitada não só não deve ter uma relação assumida, como já nem aspira à exclusividade; aceita a rival, desde que só ela própria tenha a honra de carregar as bastardias do D.Juan! E eis, minhas senhoras, as belas conquistas da "libertação da mulher". Se foi para esta "igualdade de direitos" que andaram a libertar o mulherio...só me resta concluir que o mulherio é, na maioria, composto por selvagens em maior ou menor grau postas à rédea solta. 




Tudo bem que uma pessoa vai sabendo, aqui e ali, de mulheres que aceitam tudo para não estarem sozinhas: de serem a "outra" , ou uma de várias, ao papel degradante de "amiga colorida" (ou meretriz pró-bono) na tentativa patética de fazer um homem que não as assume mudar de ideias, a lista é grande e deprimente. Não precisamos de conviver com serigaitas, Carlões e Carlonas para sabermos que esse universo paralelo existe. Quanto mais não seja, basta olhar para a MTV ou para um qualquer reality show para ficarmos a conhecer esses fenómenos, nomeadamente o dos engatatões que são pais de pobres bebés ilegítimos de várias "baby mammas".

Tudo bem que este exemplo que citei acima é muito exagerado e diz respeito a uma certa demografia; mas olhem que já ouvi histórias parecidas em extractos mais selectos da sociedade. Uma amiga toda bem veio uma vez perguntar-me que conselho dar a uma conhecida dela, que se tinha envolvido com um Casanova que mantinha várias "amigas", todas sabendo das suas artes, que se sujeitavam a tudo na esperança de (sic) "lhe conquistar o coração". A minha resposta? Eu ria-me na cara dele, oras! Que outra réplica seria possível perante tanto descaramento? 

Já estou como a outra: estas raparigas não sei para que querem a esperteza...




Parte do problema dessas mulheres será não terem aprendido as velhas regras da dignidade feminina em casa, e a outra parte só pode estar ligada a problemas profundíssimos de auto estima.

Convém que se tratem os relacionamentos como o processo de procura de emprego. Se, numa entrevista, o potencial empregador disser: "não assinamos contrato, o salário é pago em sandes de chouriço, não garantimos nada  e vai ter de competir com uma data de colegas pelo privilégio de estar aqui todas as manhãs às oito" o mais certo era virarem as costas e deixarem o palerma a falar sozinho. 

Mas quando se trata da vida privada já tudo é escrito em papel molhado e ninguém estranha?


Sunday, November 12, 2017

De Príncipe Encantado a Carlão numa só passagem de tesoura.




Há algum tempo, a minha cara metade deu em achar graça (isto rapazes...) a Blood Drive, uma série doida de todo do canal Sy-Fy que é assim uma espécie de mistura entre Mad Max (nos carros e no tema pós apocalíptico) Spartacus e/ou 300 (na fotografia, na banda sonora e nas cenas de luta)  The Walking Dead (na violência e tripas a saltar) e The Evil Dead (na maluqueira). Não contente com isso, achou que era uma coisa gira para vermos juntos. 



Sinceramente, prefiro quando lhe dá para os filmes da nossa infância ou documentários sobre os romanos, a II Guerra, os sumérios ou os egípcios, mas enfim: a série não é má de todo. A premissa é perfeitamente estúpida (corridas de carro mortais estilo Ben Hur do futuro em que os motores são movidos a sangue humano) mas consegue, apesar de ser tão over the top, ter piada, precisamente porque não pretende ser séria.


O "Cavalheiro": adorei esta personagem, claro.

 Blood Drive alude a todas as referências atrás citadas, tudo coisas de que gosto ou de que ambos gostávamos em pequenos. Tem uma fotografia excelente, personagens apelativas, gente bonita e uma boa banda sonora com Marilyn Manson e por aí.




 O casal de protagonistas é lindo (com a bonita espanhola Christina Ochoa e um Alan Ritchson que faz lembrar os galãs de cinema de antigamente) e há outras personagens interessantes, como "O Cavalheiro" (um dos concorrentes- um assassino sádico do mais elegante, snob e toff que há ) ou Julian Spink,  mestre de cerimónias daquele circo todo-  figurão larger than life com um guarda roupa Steam Punk invejável. 




Enfim, consegui ver sem me maçar, apesar de lá pelo meio a história ficar completamente sem pés nem cabeça.




Ora, por essa altura, o protagonista Arthur, um bom polícia, lá acaba por se adaptar naquele mundo de doidos e, para sobreviver, assume o papel de um super campeão das lutas de carros- espécie de Cristiano Ronaldo lá do sítio. Acto contínuo muda de visual, trocando a farda por um biker jacket de cabedal cheio de picos e t-shirts justinhas, e o seu corte de cabelo giro e normal por...uma crista a modos que oxigenada. Tipo Carlão.




Achei graça ver como a transformação foi imediata, com ou sem casaco de picos. Com um cabelo curto banalíssimo? Rapaz bem parecido, bem sucedido, responsável, de confiança, que qualquer rapariga de bem gostaria de apresentar aos pais. Com a poupa? *voz do Diácono Remédios* Sai-te, Carlão dos infernos, baladeiro kizombeiro, porteiro de danceteria duvidosa movido a esteróides, conquistador das "migas" e das Sheilas Priscilas, desaparece. Não andes por aqui a desencaminhar as pessoas.




Que quanto a mim, nem desencaminharia ninguém (ninguém de jeito...) porque perdeu metade da beleza. 

Por aqui se vê como um simples penteado, um detalhe, pode modificar (para pior) a imagem de alguém. A boa notícia é que as coisas se desfazem do mesmo modo que se fazem: face a uma desgraça dessas é só voltar a pintar numa cor humana e sofrível, pentear para o lado rezando para que passe por um corte à Universidade de Princeton e apagar quaisquer registos fotográficos que tenham ficado de tal disparate. Problema resolvido.


Friday, November 10, 2017

Dona Emily e seus dois maridos (estou chocada!)






Tenho pouco tempo para seguir blogs, portugueses ou internacionais. Volta e meia lá visito aqueles de que gosto mais (ou que sendo tão maus, me despertam uma certa curiosidade mórbida), e tento seguir alguns via facebook (uma das poucas utilidades reais do Facebook é mesmo o feed de notícias...). 
 Ora, uma blogger que acompanhava com alguma atenção era Emily Meyers, do The Freckled Fox.  Descobri o seu trabalho quando procurava algumas dicas de maquilhagem para ruivas e fiquei encantada.



Bonita, jovem mãe de cinco pequeninos adoráveis, esposa devotada de um marido bem parecido e super amoroso, atleta de fitness (nada de "sou mãe, por isso posso engordar")  religiosa (mormon, mas seja) sempre impecavelmente vestida, com um sentido de estilo polido e apropriado, Emily parecia o tipo de rapariga que podia ser minha amiga.



 Uma lufada de ar fresco que promovia valores familiares e tradicionais com um certo estilo de vida campestre e simples, mas idílico, que me agradava bastante- para não falar nas suas mil ideias geniais de beleza e penteados!


Confesso que tive de parar de seguir The Freckled Fox quando o marido de Emily, Martin, de 34 anos, foi diagnosticado com uma doença terminal. Não costumo ser nada piegas e muito menos emocionar-me com o que leio por aí, mas pus-me no lugar dela (tinha ficado noiva nessa altura) e o relato, francamente, fez-me chorar. A ideia de uma rapariga tão jovem e encantadora, com uma família linda e tantos sonhos, perder o amor da sua vida e o pai dos seus bebés, pareceu-me insuportável. Tive imensa pena dela mas para não me deixar contagiar por tanta tristeza preferi não ir lendo o desenrolar da situação, já que o desfecho trágico parecia inevitável...



Entretanto estava tanta coisa a acontecer na minha vida que esqueci o assunto e (à parte algumas imagens suas no Pinterest e ter sabido que, de facto, o pobre marido não resistiu à enfermidade) não soube mais da vida de Emily Meyers. Da última vez que lera algo sobre ela, a família tinha criado um crowdfunding para a ajudar com as crianças (uma vez que ela, tirando as actividades ligadas ao blog, era mãe a tempo inteiro).

Hoje lembrei-me de ver como estava o blog, e dado o que vi (já lá vamos) tive de ir ao Google perceber que diabos tinha realmente acontecido.

Resumindo e baralhando para não vos maçar: recuando no blog, depois de muitos posts (a meu ver, escusados) com o doente a desvanecer-se no hospital, etc...

...o que tinha de suceder sucedeu. E depois sucedeu o impensável. Primeiro, o enterro do senhor teve direito a retratos profissionais, super ensaiados, pensados e retocados, com imagens do caixão e instantâneos à Jackie Kennedy tudo. Não se via o defunto em pose de morto, mas foi só o que faltou (podem seguir o link, que eu recuso-me a reproduzir aqui uma coisa de tão mau gosto) .



 Ok, eu percebo que quando uma celebridade, membro de Família Real ou chefe de Estado vai desta para melhor, não se possa completamente evitar a exposição mediática. Mas que uma blogger, que nem é tão famosa como isso, tire tempo ao seu desgosto e deixe os filhos (incluindo um bebé de colo) num momento desses para organizar uma cerimónia glamourosa e super instagramável, contratar o fotógrafo certo e escolher os melhores ângulos em que vai chorar, para partilhar com os leitores...parece-me surreal. 

 Por muito que se diga que cada um faz o luto à sua maneira e por mais que esta fosse uma morte anunciada. Tudo bem que na época vitoriana era costume tirar-se um retrato no enterro, mas os tempos eram outros, a Fotografia ainda era um luxo (por vezes era a única recordação com que se ficava da pessoa) e enfim, o contexto era diferente. Tivesse Emily Meyers gostos fora do vulgar, fosse o seu um blog dedicado a um estilo de vida gótico tipo Família Addams, ainda vá. Só que não.

Com seiscentos milhões de diabos, minha senhora: acabou de perder o seu marido, o seu príncipe encantado, o sol da sua vida, o seu tudo. 

Descabele-se, faça de carpideira à moda antiga ou refugie-se nos filhos e 
remeta-se a um pesado e digno silêncio. E pelas alminhas, vista preto- noblesse oblige - e não obrigue os pobres pequenos a posar para a objectiva. Não consigo arranjar na minha cabeça empatia nem explicação razoável para tanta vaidade. 

Mas isto não foi tudo (o que, se pensarmos nos arranjos fúnebres, não é tão surpreendente como isso).  Três meses (TRÊS MESES!!!) apenas depois de o marido amantíssimo se ter finado, a sardenta viúva deu novamente o nó com um ex- colega de liceu, escandalizando toda a gente (principalmente a família do primeiro marido) e fazendo verdadeiramente justiça ao estribilho Rei Morto, Rei Posto.

O segundo casório


Ora, eu percebo que a blogger seja demasiado nova e bonita para ficar sozinha. Compreendo que precise de apoio, que possa estar frágil, em depressão, que as pessoas fazem coisas estranhas e tomam decisões esquisitas quando estão transtornadas e que - em última análise - casar novamente seja a forma digna de refazer a sua vida.

 Antes voltar a casar relativamente rápido do que andar por aí na noite com as migas, a afogar a tristeza no copofone, a fazer tristes figuras e a ter casos com este e aquele, a rebaixar-se como tantas mães solteiras e divorciadas que vemos por aí (e que dão mau nome às mulheres que tenham a pouca sorte de se verem obrigadas a divorciar-se e/ou a criar filhos sozinhas). Quanto mais não seja, o moço é bem apessoado e não é fácil, nada fácil, encontrar quem seja capaz de assumir cinco crianças de um primeiro casamento...logo é compreensível que quisesse aproveitar a chance de voltar a ser feliz.



Mas calma! Três meses nem dá para uma pessoa perceber bem o que aconteceu, carpir, reajustar-se à realidade, acompanhar o processo de luto das crianças (nem de uma, que será de cinco) enfim, para uma pessoa se pôr de pé. Quanto mais para sair com um marmanjo, embeiçar-se e marcar a boda!

Até quando se trata de uma separação entre namorados de longa data, por muito torta que a relação andasse, há um período respeitoso para se assumir um novo relacionamento, não vão as pessoas pensar que já se passavam coisas esquisitas quando ainda estavam juntos. Mas tratando-se de um divórcio ou - mil vezes pior - de viuvez? E com uma data de pequenitos em casa a terem de sofrer um padrasto quando ainda não superaram a ausência do pai (por muito que apoio que o padrasto dê...) . Há toda uma delicadeza - e ponderação - que é obrigatória. Mesmo que já não houvesse aquele amor...quanto mais havendo (pelo menos toda a aparência disso). 

Em todo o caso, ao menos salvem-se as aparências!

Talvez, sendo mormon, Emily acredite que ter vários maridos em corrupio, estilo D. Flor, não seja nada do outro mundo. Só se for. Mas mesmo assim...isto é levar a outro nível a velha frase:

 " há pessoas tão sedentas de atenção que tanto lhes faz ser a noiva no casório como o morto no enterro".

Descreio de tudo, às vezes.


Saturday, November 4, 2017

Identificar um malcriadão em 6 passos- mesmo quando se tenta fazer passar por outra coisa.


Pior que um malcriadão ou malcriadona assumidos, só os malcriadões que disfarçam. Ou porque não têm grande noção e acham que não estão a fazer nada de mal, ou porque se consideram pessoas "simples e humildes" sem saber muito bem o que vem a ser isso (logo, pensam que não têm obrigação para se maçarem mais a ser corteses) ou ainda - muito comum-  porque pretendem fazer-se passar por grandes senhores ou (como elas dizem, Credo) "tiazocas" ou "meninas finas" (Credo, Credo, Credo). Porém, há traços inequívocos que denunciam a baixaria melhor do que os trapos, os títulos académicos, os nomes ou pseudónimos, os códigos postais ou qualquer outro indicador. É que os tempos podem ir mudando para cada vez pior, mas há princípios que são intemporais e ou se nasceu com eles ou é preciso muita consciência e um esforço hercúleo para os ganhar.


 Basta estar atento (a) para distinguir um(a) farsante e notar que lhe faltam estes 6 traços essenciais das pessoas "de fino trato".


1- Responder quando o (a) chamam, ou quando lhe perguntam alguma coisa.



Isto pode parecer básico, elementar e escusado de dizer; mas há muito quem, como os miuditos malcriados, faça orelhas moucas quando não lhe dá jeito responder logo...ou pior, quando não lhe apetece.

 Tipo, a IGNORAR DE ALTO. E isto não sucede apenas em situações de intimidade (vulgo, o filho que se faz de surdo quando o chamam para jantar) o que já é mau que baste e caso para um açoite taludo (foi coisa que os meus pais nunca me admitiram).

Antes todo o mal fosse esse! Porém, há pessoas adultas que têm este hábito mimalho e irritante mesmo em circunstâncias sociais ou profissionais. 
Seja por amuo (inqualificável) por preguiça (mas são parvos?) para dar desprezo (há maneiras mais subtis e adultas de dar desprezo) ou simplesmente para chamar a atenção (duas lamparinas bem dadas contam como atenção?) esse é um atestado de má criação ao mais alto nível e uma letra escarlate "L, de Labrego". Isto para não dizer que pode ser um indicativo de perturbação mental mais ou menos preocupante. As pessoas que conheci com esta mania sofriam, sem excepção, de uma falta de chá notória acompanhada de forte dose de traumas e parafusos soltos.

Mind you, não é que uma pessoa tenha de largar tudo para dar uma resposta elaborada no momento exacto em que alguém se lembra de a interromper. Tão pouco somos obrigados a responder a todas as questões, se não nos convém, ou a dar respostas desprevenidas e precipitadas. Mas o mínimo é assentir, reconhecer que se ouviu e dar sinal disso, com um "só um momento", ou "já vou", um "diga?" - ou no limite dos limites, um grunhido qualquer, como o infame "hãaaa?". Lá em casa o "hein?" era proibido e fomos ensinados a considerar super malcriado quem respondia assim às pessoas, mas os tempos vão tão negros que um "hã" já parece menos mau. 

Em todo o caso, quem faz isto dá a ideia de ter sido criado aos trancos e barrancos, por pais irresponsáveis que despachavam a criançada para casa dos vizinhos, à rédea solta o dia todo, e não se inteiravam das suas maneiras. Belo cartão de visita, hein?



2- Saber fazer "small talk" e pôr as pessoas à vontade





Já vos aconteceu irem a uma festa, ou serem recebidas em casa de alguém (amigos de amigos, novos colegas ou pior, no momento de conhecer os amigos do namorado) e instalar-se um silêncio de cortar à faca? Sem um "então, que tal lhe parece isto?", sem um " prefere beber X ou Y'" ou um "e a menina é de onde?" ou mesmo "que tempo quente que tem feito, não é verdade?".


É das situações mais constrangedoras para quem chega de novo ou está  a ser recebido - mas também  para quem tem o azar de receber convidados mal educados e ingratos, incapazes de corresponder aos esforços do anfitrião.


Quando alguém se mostra desagradável numa ocasião social e outras pessoas desculpam a criatura com um "é tímida (o)", eu penso logo de mim para mim "...é tímido (a)...e também não bebeu chá em pequenino (a)".


 As boas maneiras, adquiridas desde o berço, não passam de fórmulas simples e concretas  para ajudar a contrariar os defeitos naturais do carácter de cada um: nomeadamente, moderando quem é atrevido ou barulhento e "espevitando" quem é acanhado. 


Uma criança tímida a quem os pais incentivem desde muito cedo a seguir o guião de cumprimentar, ser apresentado, despedir-se, desculpar-se, etc...poderá ser sempre uma pessoa reservada, mas saberá comportar-se em sociedade sem passar por tola. 

Há a conversa fluida, animada, com alguém com quem nos identificamos, e há a conversa de circunstância, feita para quebrar o gelo. Quem não sabe fazer small talk - principalmente quando recebe convidados- está automaticamente apresentado (a).
Quem desde pequeno se acostumou a frequentar e/ou ajudar a organizar em família eventos de alguma formalidade,  teve de se habituar a pôr quem chega à vontade, amiúde pessoas que não conhecia bem. Ora a fazer de cicerone ao filho de beltrano, que chegava de Bruxelas, ora a esposa do Senhor General ou o Sr. Prior, ora a prima afastada que veio do estrangeiro. Por muito pouca vontade/simpatia instantânea que houvesse, e com cara alegre!

E este é um comportamento obrigatório, mesmo que não se simpatize nadinha com a pessoa ou que  não se seja, por natureza, uma alma expansiva e conversadora. Não é hipocrisia- é ser polido. Noblesse oblige.


Daí esse ser um traço muito claro que permite identificar logo quem vem de, vá, "boa família"- ou pelo menos, as pessoas excepcionalmente bem formadas, francas e hospitaleiras (não nos enganemos, pois isso também existe entre a "gente simples" e "da aldeia"). Quem recebeu esses princípios, só não os segue se estiver, por algum motivo, a fazer de propósito, em modo  bullying social, a isolar fulana ou sicrana por alguma animosidade, apenas para evitar ser abertamente hostil, mas sabendo perfeitamente que procede mal (às vezes acontece, por males necessários, o que não significa que seja um comportamento bonito).

 Quem deixa que se instale um ambiente desconfortável com a desculpa de "não conhecer as pessoas" é um bruto sem maneiras, que até pode ter ido um bocado à escola, viajado ou enriquecido... mas não recebeu um pingo de verniz em casa e ponto final.

3- Não ser demasiado "à vontade"




Como diz o povo e muito bem, "à vontade não é à vontadinha". Tenho dito por aqui que quem sabe estar entra com o mesmo desembaraço em toda a parte, seja no Paço Real seja na tasca da esquina...adequando, obviamente, as maneiras, a linguagem e o traje ao lugar/ocasião, mas não deixando por isso de se sentir confortável. Porém, a modéstia e a prudência ficam bem vistas em todo o lado. A diferença entre uma pessoa que está à vontade em todo o lado e uma pessoa descaradona é enorme.

 Imaginemos um exemplo exagerado: uma pessoa bem educada, se se prepara para visitar o Palácio de Buckingham, não se intimida mesmo que o facto seja uma grande novidade. Aprende ou revê o protocolo, para saber que saudação dirigir a Sua Majestade e o que deve vestir (evitando calças e sapatos abertos se for mulher, por exemplo) e lá vai contente e feliz. Mas uma criatura atrevida e imprudente não faz caso de nada disso: entra como se estivesse em sua casa, atropela as precedências e é capaz de abraçar a Rainha e
 plantar-lhe dois sonoros beijos nas bochechas se lhe derem asas.

Ser descarado e sem cerimónia, intrometer-se nas conversas, chamar a atenção sobre si, tomar grandes confianças com gente que nunca viu mais gorda, agir como se se conhecesse todo o mundo desde sempre, falar alto e bom som seja no hospital, na Igreja ou numa festa formal, tratar quem está como se tivessem andado juntos na escola ou na tropa, atropelar hierarquias, dar-se a intimidades que nem os próprios íntimos, presentes na mesma sala, se dão, tomar familiaridades inadequadas...é um carimbo de má criação inequívoco...que pode ou não ter origem em más intenções. 

Este é um comportamento muito comum em alpinistas sociais (e em sociopatas, como já por aqui vimos) mas há pessoas que o fazem apenas por serem muito espalha-brasas e barulhentas- ou como se diz por aí, sem filtro. Porém, o "não é defeito, é feitio" não é desculpa: quem não aprendeu a ter filtro em pequeno convém que o arranje depois de adulto. Há pessoas mais indulgentes ou ingénuas que até podem achar graça a tanta desfaçatez, mas regra geral o espalha-brasas embaraça-se a si e a quem o(a) acompanha (chefias, colegas, cara metade, etc)...além de ser uma fonte borbulhante de vergonha alheia!


4- Usar um inglês correcto (ou prescindir dele, de todo)





E quem diz inglês diz francês ou qualquer outra língua, embora o inglês tenha hoje o peso que o francês teve em tempos e o mandarim seja cada vez mais necessário (eu bem quis aprender mandarim, em casa acharam isso uma esquisitice e hoje bem falta me faz).

 A língua de Shakespeare é uma ferramenta básica nos dias que correm, mas vamos ser sinceros: nem toda a gente teve as mesmas oportunidades e isso não é defeito. De igual modo, nem toda a gente tem o mesmo jeito para idiomas, mesmo que a família tenha insistido nisso e gasto horrores a mandar os filhos para boas escolas de inglês. 

Ser bilingue e/ou poliglota ainda é um traço de quem recebeu uma boa instrução, viajou, conviveu com gente de todo o lado e teve, enfim, a sorte de ter uma criação mais ou menos cosmopolita (detesto a palavra, mas seja). Porém, usar estrangeirismos - ou anglicismos- só é aceitável em quem os emprega correcta e fluentemente. 
 Quando alguém quer fazer boa figura assassinando idiomas, mais valia que estivesse quieto. Na dúvida, pergunta-se a quem sabe (e por vezes, até na língua mãe podem surgir dúvidas nas coisas mais corriqueiras, logo perguntar nunca é má ideia) ou usa-se um corrector ortográfico capaz. Mas se ainda assim a dúvida persistir, é sempre mais elegante ser simples, deixar-se de peneiras e usar português são e escorreito. Temos um idioma tão rico e requintado que dominá-lo sem pontapés já é uma prova de boa educação (já lá vamos). E usar hashtags com erros em inglês, e.g. tentar traduzir "os meus amores" por "#mylovers"? Sem classificação possível (mas muito cómico).

5- Ter um vocabulário apresentável (e jamais deixar passar certos termos medonhos)




Lá dizia o outro, "há certas danças que um cavalheiro ou uma Senhora que se prezem não consentem nunca em dançar". É que o hábito (e os hábitos...) fazem muitíssimo o monge. Embora os usos sejam actualmente mais fluidos do que já foram e muitas roupas, músicas, termos e costumes que eram de nicho (ou próprios de certas minorias/contra-culturas) se tenham tornado mainstream, ainda há coisas que acusam imediatamente uma certa baixeza de maneiras, de viver e de ideias. 

E isso é muito denunciado, como seria de esperar, pela linguagem. 

Um exemplo claro é o de certas bloggers que pretendem passar por muito benzocas, que se desunham para demonstrar que nasceram e/ou que vivem numa grande capital, que têm um estilo de vida muito chic...e depois zás, lá lhes escapam palavras, imagens ou perspectivas grosseiras, popularuchas ou viciosas que lhes denunciam o berço rude e a infância passada num bairro suburbano questionável. Quem teve muito boa educação
 rege-se por certos critérios que sente sempre pejo em ultrapassar, mesmo que tenha as suas fases de rebeldia. Quem não...tudo lhe parece normal, desde que ande na moda.

 Uma pessoa até pode falar um português correcto, ter tido a sorte de nascer com um ar minimamente apresentável (e/ou encaderná-lo o melhor possível, a ver se disfarça), ser razoavelmente espirituosa, viajar imenso e cobrir-se de griffes dos pés à cabeça, mas se concede em certas pinderiquices (como tatuagens fofinhas ao fundo das costas ou no pescoço e ver reality shows da TVI) e usa termos como TOP!, "Gostosão", t***sudo e por aí fora..a criatura fica logo apresentada. Pode ser muita coisa, ter mérito, ser divertida, viajada, cosmopolita (Credo!) e bem sucedida, mas não teve uma criação lá muito esmerada, não. Vai sempre a tempo de se corrigir, mas não vale a pena tentar passar por muito betinha, quando qualquer observador mais criterioso percebe perfeitamente o que ali anda. Mais valia assumir-se e pronto.


6- Delicadeza no discurso




Agora é moda fazer/dizer horrores, atirar ditos inconvenientes que magoam os outros sem necessidade, opinar sobre tudo da forma mais cruel, escrever barbaridades nas redes sociais (no Facebook qualquer cobarde mata sete) atirar palavrões de fazer corar um carroceiro... e defender-se com o bom e velho "eu cá sou muito sincero e directo, e ao menos não sou hipócrita".

 Embora uma certa irreverência possa ter graça em determinadas pessoas, repito o que já disse mil vezes: franqueza sem delicadeza é grosseria. E quem teve educação, antes de saber a precedência dos convidados à mesa nas diferentes configurações possíveis para um jantar formal ou quando deixar um cartão de visita, aprendeu que ter boas maneiras passa por não vexar os outros, respeitar sensibilidades que possam ser diferentes da sua (por exemplo, nem toda a gente fica confortável perante palavreado grosseiro ou obsceno) não incomodar, não causar constrangimentos e pensar nos demais antes de pensar em si mesmo (a). Quem não se importa de ser incomodativo ou inconveniente, das duas três: ou não tomou chá em pequenino, ou o chá era falsificado, ou entretanto bebeu tanta substância ruim e em tão más companhias que esqueceu tudo o que sabia.


E pronto, assim se descobrem os farsolas!

Saturday, October 28, 2017

Momentos que me fazem ter vergonha de ser mulher #1





Em "O Primo Basílio", Eça de Queiroz conta como, no teatro, um grupo de cavalheiros se indigna ao ver uma parede toda"grafitada" de obscenidades escritas e desenhadas com cinza dos charutos. E diz um:

" E passam aqui senhoras, vêem, lêem! Isto só em Portugal!".

Pois bem, Eça morreria para a vida se visse o que as "senhoras" escrevem, com a maior desfaçatez, nos murais de hoje em dia. No mural das redes sociais, pelo menos.

A página Lady Mustache chamou a atenção para este "fenómeno" e com carradas de razão. Os comentários brejeiros, vulgares e fora de propósito do mulherio nos retratos de agentes partilhados pela PSP na sua página de Facebook... são de uma pessoa se finar de vergonha alheia. 


E dirão alguns: oh Sissi, descontraia, são brincadeiras!




 Pois para isso, só tenho uma resposta: classe! A elegância cabe em todo o lado. Até há maneiras elegantes de elogiar o porte marcial de um polícia se uma mulher não conseguir, de todo, disfarçar a sua admiração pela autoridade.




 Não é preciso ser brejeira, histérica tão pouco. Assim como no piropo masculino há uma linha que separa um "bom dia menina bonita" de um "és tão boa, fazia-te e acontecia-te", há uma diferença entre comentar "que garbosos que estão, tenho orgulho na nossa polícia" de um nojento (sic)"só coisas boas, venham cá prender-me" .





Como alguns comentadores assinalaram e muito bem, agem/falam/escrevem que nem descompensadas, em modo desesperada que "parece que nunca viu um homem"(ou o que é mais certo, em modo "desesperada que vê demasiados homens e com demasiada frequência, mas em ligações tão fugazes que mal tem tempo de lhes pôr a vista em cima").  

Basta um rapaz normalíssimo enfiado numa farda para terem um chilique... e o que é mais mau, para darem públicas mostras desse chilique sem se importarem que a sua família, amigos, colegas ou empregadores possam ler esses bonitos comentários.




Nem lhes passa pela ideia que algum pretendente em que eventualmente estejam interessadas possa ver e perder, imediatamente, todo o respeito por elas.

 E ainda ficam danadas, ainda se acham cheias de razão, se alguém lhes chama a atenção para a triste figura que estão a fazer. Os cavalheiros que se atreveram a avisá-las ou a pedir moderação foram taxados de "invejosos e machistas". Ok.

Repito-me ad nauseam: em vez de lutarem para que os homens se portem menos mal, lutam pelo "direito" a agir mil vezes pior que eles!





Ora, questões morais ou religiosas à parte, as mulheres ganharam a liberdade de fazerem o que bem lhes der na real gana. O mal é de cada uma; a diversão, a liberdade e as consequências também. O que não convém é que sejam patéticas e/ou indiscretas acerca disso...ou que depois se queixem que correu mal, que não as respeitam, que nunca mais lhes telefonaram, que são sempre usadas, feitas de tolas e atiradas fora, que os homens não prestam, que não arranjam quem as assuma, etc. É que para esses choradinhos não há pachorra.




 E muito menos há pachorra para quem se queixa de "objectificação da mulher", quem protesta contra os piropos e o assédio verbal...apenas para depois objectificar o sexo oposto sem pejo nenhum. São capazes de dizer mal da polícia, de não ter qualquer respeito pela autoridade, mas se for uma "autoridade jeitosa"? Faça o favor de me multar. Blhec.

Objectificação essa que me leva a outra questão, que uma comentadora levantou no facebook e muito bem: os rapazes que estas desmioladas tão acesamente assediam terão provavelmente namoradas ou esposas. Escreveu ela, cheia de razão: e as mulheres deles? Gostavam que fosse convosco?

 Responde uma "ora, casassem com homens feios". 

Claro, lá porque alguém casou com um homem fora do alcance delas já merece sofrer esses impropérios...e ainda têm a lata de falar em solidariedade feminina!




É por essa hipocrisia que não suporto o argumento da solidariedade feminina, do "nenhuma mulher deve chamar galdéria a outra": é que só serve para desculpar quem se porta mal. Se alguém condena a mulher que se envolve com um homem casado, por exemplo, há quase sempre um "bonzinho" que saca da solidariedade feminina para se solidarizar...com a amante. E para a esposa, não há solidariedade feminina? Por que raio devo eu ter solidariedade feminina para quem não a tem com as outras mulheres? Ná, desculpem. Aqui não há solidariedade para malucas.

Quem fala assim dos maridos das outras, em modo " a sua mulher sabe que você está solteiro?", só pode ser má pessoa. É alguém que não se ensaiaria de tentar passar das palavras aos actos, se fosse ao vivo e não no Facebook. 


São, ou parecem, atitudes de fêmeas que, não tendo encantos que prendam um homem bonito, desabafam assim. Há quem diga que a cultura dos envolvimentos descartáveis foi uma das "conquistas" das feministas fanáticas: uma forma de dar às mulheres mais desfavorecidas pela natureza acesso (embora em modo casual e temporário) a homens que jamais se aproximariam delas para relacionamento sério. E sentindo isto, de ressabiadas, estas "mulheres emancipadas e bem resolvidas" vingam-se dessa maneira para quem quiser ver - ou ler.




 Só quem nunca não conviveu com  militares (e quem diz militares, diz jogadores da bola, milionários, astronautas, celebridades, príncipes ou qualquer estereótipo de macho alfa) é que desconhece o género destas criaturas...

É preciso ter muita fé e confiança no juízo dos homens - e fazer por dar um bom exemplo, não vão eles pensar que de repente, as mulheres são todas assim. Porque quando tantas falam dessa maneira, pensam desse modo, fazem tais figuras, ficamos todas a perder. 

Ou então não: o mau comportamento é tão comum que um homem que encontre uma rapariga minimamente certa das ideias põe-a logo na coroa da Lua...

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