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Friday, November 15, 2013

Estou consigo, Gwyneth: a perfeição é precisa. E a classe também.

                                     

Neste mundo barraqueiro de Mileys, Kardashians, Jersey Shores e Secret Stories, a "perfeição" é um defeito. Se Grace Kelly fosse viva, não ia ter decerto o apoio do público. A pobre Gwyneth Paltrow, que no mesmo ano conseguiu a proeza de ser eleita uma das pessoas mais bonitas do mundo e simultaneamente, uma das celebridades mais odiadas, que o diga. 

A cereja em cima do bolo foi uma polémica com a revista Vanity Fair que eu ainda não entendi bem, mas que lhe tem trazido muitas maçadas e  - long story short - a actriz foi aconselhada a "ganhar peso, para um papel estilo Bridget Jones" ou a ter outro filho (ela que sofreu recentemente um aborto espontâneo) para reconquistar o coração dos fãs, num puro movimento ad captandum vulgus - agradar à populaça, nem mais.

 É que a multidão, o público dos nossos dias, perdoará vídeos de sexo caseiros, perdoará contorcionismos sem roupa a meninas que mal atingiram a maioridade, perdoará as figuras mais degradantes - mas Deus nos livre que alguém seja elegante, e magra, e loura, e (pelos padrões americanos) bem nascida, sempre impecável, com uma carreira de sucesso e uma família de capa de revista. É que não se atura. Todas as vulnerabilidades se aceitam, se desculpam e dão audiências, mas a reserva, a classe, o garbo, o porte, a beleza principesca e o ar de quem não parte um prato irritam demasiado a bandalhice de cada um.

 É muito complicado, nos tempos que correm, a audiência pandilha e reles identificar-se com alguém tão elegante como Gwyneth Paltrow, simplesmente porque a elegância não é, nesta desgraçada época, coisa a que esteja na moda aspirar. 

 No seu lugar, mandava-os categoricamente e do alto dos meus saltos altos, lamber sabão, que uma senhora não diz asneiras. Nada de engordar para papéis patetas de mulher frustrada, atiradiça, trapalhona e com quem "todas as mulheres se podem identificar" (tretas: sempre achei a Bridget Jones uma desavergonhada, bêbeda e desleixada). Nada de ter filhos só para puxar à lágrima. Ela por acaso precisa disso? Uma senhora casada com filhos e mais que fazer, ainda por cima. Era mudar-se para a Europa de vez e mandar à tábua a carreira e o resto. Ela não tem necessidade de competir com as popuzudas da vida. Nem de se rebaixar a isso. E o público conhecedor tão pouco.

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