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Monday, January 6, 2014

Um blog chic a valer: aquela "tia" fofa

                                      
Há mulheres que são como aquela avó, ou tia que nos marcam a meninice com a sua elegância e permanecem uma referência de estilo para a vida toda. Na minha família houve (e há, Deus seja louvado) algumas mulheres assim, inclusive a tia Sofiinha. Não cheguei a conhecê-la, mas tenho muita pena pois parece que além de ter um excelente gosto, tocava lindamente piano.

 Pois hoje, à procura de uma coisa que já nem recordo o que era, deparei-me com um blog de uma senhora assim. Dama dos seus cinquenta e muitos,  com um background do mais high W.A.S.P que pode haver (leia-se, o "blue blood", a elite "old money"  cujos representantes são dos exemplares que mais se assemelham a uma aristocracia americana) e que escreve sobre o seu mundo de velha elegância - algo decadente, por falta de meios, mas nem por isso menos encantadora. 

No seu blog (Amid Privilege, sem complexos) ela debita sobre a sua infância encantada, recorda como foi capaz de fazer face a um "down sizing" no seu estilo de vida depois de uma má gestão da herança sem perder um bocadinho de panache que fosse (é a maçada do dinheiro velho:às vezes desaparece numa só geração e os herdeiros têm de fazer face à genteel poverty com muita habilidade) sobre as pratas, faianças, pérolas e outras delicadezas.

Mias do que outra coisa fala de  moda, sem nunca perder de vista a silhueta refinada e disciplinada que caracteriza as mulheres do seu meio. Cresceu muito preppy, muito New England, muito Ivy League, e embora Lisa, a autora, tenha vivido na Califórnia e acrescente um toque de rebeldia à sua discreta sofisticação (sabem aquelas mulheres com tão bom ar que podem estar despenteadas, ter uma ruga ou outra, mas continuam sempre a parecer senhoras? ) a sua inspiração é inegavelmente racé.

No meio de tudo ainda dá conselhos úteis sobre como, por exemplo, escolher a camisola de caxemira ideal. Alguém que tem tiradas como " I appreciate luxury, but it’s got to invite dignity to the party" merece alguma atenção. Há que aprender com os exemplos de melhores  tempos, com o savoir faire de gerações, com a experiência  Que isto, de senhoras falsas e tias tão falsas como as suas carteiras está o mundo cheio.


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