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Wednesday, January 22, 2014

Years and years of crying. Oh, the tears!

                           
A propósito do muito festejado 40º aniversário da icónica Kate Moss, lembrei-me das suas palavras ao recordar, em entrevista, a ruptura com Johnny Depp:

"Nightmare. Years and years of crying. Oh, the tears!”

Moss e Depp eram o casal perfeito. Não sou muito de torcer por casalinhos de celebridades, mas do nosso tempo, este é um dos poucos exemplos à altura de Frank Sinatra e Ava Gardner, Vivien Leigh e Laurence Olivier, Richard Burton e Elizabeth Taylor. 
 Foi amor à primeira vista- tempestuoso, apaixonado, feroz, possessivo, insano. Eram belos, jovens, bem sucedidos, elegantes, com o mundo a seus pés. Mas já se sabe - as paixões excessivas podem arder com tanta intensidade que se consomem a si próprias. Arrufos lendários, reconciliações violentas, ciúmes doentios - a relação acabou por ser cortada no seu auge, deixando ambos arrasados. 

 Há casais que têm tudo, que são abençoados pelos Deuses com beleza, paixão, êxito. Pessoas que além dos seus dotes naturais têm a sorte de se encontrar, de experimentar o tipo de amor que vem nos livros - e que muito raramente se vive outra vez, porque como dizia José Rodrigues Migueis, milagre é esquivo - mas que não controlam a violência das suas emoções. Por mais que se dê, nunca é o suficiente. Cada palavra do outro, todos os  amo-tes que se digam, não chegam. Cada olhar alheio levanta uma suspeita. Nada que se faça, nada que se demonstre sacia a desconfiança, e os instantes de tréguas, de vulnerabilidade, as juras, as lágrimas, ficam sempre aquém. 

E o pior vem sempre depois. Porque há amores que não saram. Nunca se fica bem. Ou totalmente bem. Ambos disseram à imprensa que nunca ninguém ia amar Kate ou Johnny como Kate e Johnny se tinham amado. Há amores que são mais do que amor, disse Allan Poe. 

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