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Netscope

Sunday, March 30, 2014

Subtileza do dia: a propósito de muita coisa que se tem dito por aqui...




Sheldon:
I'm not going to apologize. I didn't say anything that wasn't true.

Mary: Now you listen here. I've been telling you since you were four years old, it's okay to be smarter 
than everybody else but you can't go around pointing it out.

Sheldon: And why not?

Mary: Because people don't like it!

(The Big Bang Theory)

Sem querer cair em contradições, às vezes é preciso o sacrifício de morder a língua, contar até dez, ouvir duas vezes e falar só uma. Porque diz que há uma linha muito ténue entre 
ter-se franqueza, espírito, carisma, um encanto mordaz livre de convencionalismos e
 fazer-se passar *injustamente* por uma downright stuck up bitch ou um grandessíssimo douchebag.

 É uma chatice mas na vida real os Sherlock Holmes, Dr. Houses, Bones, Oscar Wildes, Lord Henries, Viscondes Reinaldos, Joãos da Ega, Sheldon Coopers, Miranda Priestlies,  Karl Lagerfelds, Valmonts, Heathcliffs e as Scarlett O´Haras -  os enfant terribles de quem eu tanto gosto, portanto -  às vezes têm de se moderar, segurar as tiradas que lhes passam pela cabeça,  porque há coisas que os outros não gostam de ouvir. O que se diz superficialmente, da boca para fora e que não vale nada pode ter um efeito granada em quem ouve, vá-se lá saber porquê. Viver em sociedade é uma seca: a Scarlett lamentava "Why does a girl have to be so silly to catch a husband?", mas parece-me que isto se aplica a áreas muito mais abrangentes. 


 É mais fácil do que se pensa passar por indelicado, arrogante, mauzinho ou pior, por nervosinho, porque há sempre quem se ofenda ou seja pouco amigo do sarcasmo ou do humor negro. 


 Eu cá lido bem com esse tipo de carácter e não tomo a peito- talvez porque it takes one to know one, ou  porque não me ensaio de lhes chamar idiota na cara e amigos como dantes - mas há quem se melindre mesmo ou mais chato ainda, fique magoado.
 Na dúvida, as interjeições neutras são um grande aliado. Às vezes o "deal with it" não resulta porque calha dar-se com pessoas com uma sensibilidade diferente - ou, tragédia das tragédias, com uma pessoa de sensibilidade diferente de quem (pouca sorte!) se gosta, ou que não se pode categoricamente mandar passear. E zás, lá tem de se andar com o mantra do "não digas aos outros aquilo que não gostarias que te dissessem a ti", por muito que apeteça mandar a piadinha. Em última análise, de quando em vez, muito de quando em vez, mais vale ser brutal, espirituoso e honesto com os seus botões - e ter uma cara número três para circunstâncias dúbias. Ninguém gosta de um sabe-tudo e muito menos de um fala barato, por muito brilhante que ele seja. Levar esse exercício a cabo, isso já é outra história.


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