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Thursday, April 10, 2014

Mais do mesmo.


Gostar de Angelina Jolie antes de ela se tornar mainstream, quando me fascinava pela beleza estranha e aura gótica, foi um dos poucos momentos hipster da minha vida. Bem, se não considerarmos a minha fase de trendsetter - usei corsários antes de toda a gente sonhar  que isso era e causou cá um rebuliço!- ou que cheguei a achar uma certa piada ao tofu (shame on me) antes de ser moda, para não falar do sushi mas bem, creio que qualquer pessoa minimamente informada gostava de sushi ou pelo menos sabia o que isso era antes de se tornar de rigueur.

 Depois a menina começou a fazer filmes de acção, a adoptar tudo quanto era piqueno, a perder a rebeldia, a ser super fofinha e assentou com Brad Pitt (nada contra ele) numa união de facto pejada de paz doméstica e burguesa. Digo burguesa porque actualmente viver "em pecado", salvo seja, não indica rebeldia nenhuma, nem novidade nenhuma.

Acho mesmo que há nada mais banal, mais conformista,  mais nhê... do que viver junto sem casar. Os rebeldes à séria casam ou ficam charmosamente solteiros, para quem não sabe...enfim, achei tudo aquilo um pouco chinfrim. 

Então comecei a pensar que se a actriz antes exagerava na polémica entretanto o frenesi tinha virado para o lado oposto -  o que significava que algo sempre tinha andado fora dos eixos por ali, só estava agora canalizado para as boas acções.

 Assim como assim, já havia muita copiona a imitar-lhe o estilo subversivo e acredito que ser obscura tivesse perdido a graça. Salvava-se, e continua a salvar-se, a sua elegância e sentido de moda, sempre irrepreensível.

Depois puseram-lhes, disso não tiveram eles culpa,uma alcunha medonha dessas que se arranjam para as celebridades, Brangelina. E acabou-se. Petit noms desses são do mais tupperware que pode haver, ponto.

  E agora que finalmente vão dar o nó, também já parecia mal, lembram-se de fazer o piorio do pioro: uma tatuagem (mais uma!) a assinalar o facto

 Se eu gosto de tatuagens (não desgosto, mas perderam a graça e acho que a pele de uma mulher é mais bonita sem nada) não é para aqui chamado.

   Também não interessa se Angelina tinha tatuagens antes de toda a gente, se quando começou a fazê-las era uma radical de primeira que não sonhava andar pelo mundo a promover a Boa Vontade, ou se pôs as tatuagens tão na moda, mas tão na moda, que os seus clones mais tudo quanto é dona de casa suburbana, mãe divorciada de quatro filhos, bimba de ginásio, cabeleireira, manicura e padeira as desatou a fazer também. 

 O que importa é que uma pessoa de gosto não persiste em modismos fanados. Mesmo quando foi responsável por começar o modismo em primeiro lugar.
 Regra de ouro, nem mais nem menos.

 Daqui a nada ficamos a saber que faz bricolage, ouve Toni Carreira e se entretém com o crochet, querem ver?



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