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Tuesday, April 1, 2014

Mentira do dia: Rachel Zoe, a brincalhona.‏

Unhacas de boa profissional? Ná.


Não restem dúvidas quanto ao talento de Rachel Zoe: o estilo imaculado de Eva Mendes, sua cliente fiel, é a prova perfeita disso. Mas até os melhores profissionais divagam às vezes, principalmente quando se trata de algo tão específico como questões de gosto. 

E hoje a personal stylist pregou-me uma boa peta: então não é que lhe deu para sugerir às leitoras "nail art apropriada para o escritório"?

 Chamem-me chata à vontade, mas eu acho que não existe tal coisa. Isso só pode ser uma coisa assim arraçada de OVNI, desculpem. Haverá nail art adequada para fazer coisas pouco próprias que os adeptos designam na sua língua por soltar a franga, nail art apropriada para andar aos pulos no ginásio e fazer olho ao personal trainer, nail art para ir a jantarinhos de mulherio, nail art para desvirtuar o traje na Queima das Fitas e com muita água benta, mas muita mesmo, nail art remotamente discreta, daquelas que com sorte ninguém dá por isso, e passa.

 Mas nail art apropriada para o escritório, mesmo apropriada para o escritório, tipo " que lindas-unhas-está-contratada", isso acho que não - assim como não existe nail art apropriada para casamentos, baptizados, missas, eventos solenes ou...bem, qualquer situação remotamente séria. (Já não digo nada - um dia destes dá-lhes para inventar nail art própria para o Crisma e ainda acham que o Sr. Prior tem de fazer cara alegre, Vade Retro).

Já me tem acontecido ir ao banco, ser atendida por senhoras com nail art turbo (e ainda por cima, mal mantida) e ficar a olhar para aquilo em vez de reparar no que me estão a dizer. Tudo o que distraia o interlocutor é mau para o negócio. Sempre. É igual à moda nova das pivots de noticiário  de mini saia ou carregadas de berloques: não só é de mau gosto, como desvia a atenção do essencial.

Sem querer ofender ninguém, ainda estou para descobrir uma ocasião a que brilhinhos e bonequinhos nas garras emprestem credibilidade e elegância a alguém. 
 Poderá ter a sua graça (para quem gosta) pode ser muito divertido para meninas de quinze anos, mas em mulheres adultas há que limitar ao mínimo, se não se puder evitar de todo. A não ser que se trabalhe num salão de manicura, ou em certos palcos que não são para aqui chamados. Ó Raquelinha, minha Racaqué, por amor de Deus!

3 comments:

Ariana said...

Eu até gosto de ousar de vez em quando e usar uma cor de verniz um pouco mais invulgar: um toupeira, verde seco claro, salmão, ou até um rosinha mais alegre ou um coral. Mas s-e-m-p-r-e com as unhas completamente lisas, sem brilhinhos nem invenções.
É que, além de feio, dá-me sempre a impressão de que faz as mãos mais gordas, mais curtas, e as unhas ainda maiores (porque normalmente vejo esses efeitos estranhos em unhacas de meio metro que, honestamente, metem-me medo). Acho que tira mesmo a beleza toda até à mão mais bem cuidada. Só não percebo é porque é que toda a gente agora acha isso bonito... Vai-se a ver e somos nós que temos os gostos trocados neste mundo doido (até acabei de me lembrar de outra coisa extremamente feia que é o belo do baton uns quantos tons mais claro que o da pele - normalmente acompanhado de uma pele cheia de manchas, um tanto amarelecida e não muito bem tratada por quem quer ser bronzeada à força).
Está bem que gostos não se discutem, claro que não... Mas podiam refinar-se, isso sim.

Ariana said...
This comment has been removed by the author.
C*inderela said...

Eu já gostei de certos padrões e desenhos numa unha (não em todas, fica demais) mas presentemente prefiro tudo simples.

Bjokas*

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