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Saturday, July 12, 2014

Remédio infalível para inveja, olho gordo e mau olhado.


Não, não é nenhuma crendice, mezinha ou reza brava... mas não deixa de ser um "truque" da avó que nunca me deixou ficar mal. As avozinhas são o máximo, sabem tudo e quanto mais tempo passa mais uma pessoa reconhece isso!

  Sentir-se invejado é muito constrangedor e desagradável. Cá em casa sempre se disse "antes inveja do que pena", o que sendo uma grande verdade, não é de grande consolo. 

Ninguém gosta de sentir que os outros não estão felizes por nós, especialmente quando se trata de pessoas supostamente próximas: se formos almas bem educadas,que detestam diminuir outrem, isso chega a dar-nos a tentação ( ou impulso pouco saudável) de nos desculparmos pela nossa felicidade, de tentar consolar o invejoso (ainda por cima!) com frases do tipo " também não é bem assim..." de diminuirmos o próprio sucesso, e já se sabe: quem se explica, diminui-se

Por muito que um ressabiado até goste da pessoa que inveja,  é incapaz de ficar feliz por ela, de lhe reconhecer o mérito ou de a  felicitar de forma calorosa: a boca sorri mas os olhos não e há sempre um "mas" ou algo que não soa como deveria.  Quem sofre dessa doença só vê à sua frente "PORQUE É QUE TU TENS E EU NÃO?" e tenta deitar abaixo, ainda que de forma subtil...ora, para piorar tudo, as alfinetadas indirectas são as que magoam mais porque é complicado retaliar com uma resposta bem torta!

Além disso, é inútil tentar ser conciliador: quem é invejoso é mau e pronto, mesmo sem querer; sente inveja involuntariamente. 

Não pode ver uma camisa lavada a um pobre, quanto mais uma blusa de seda a outro qualquer.

Não há nada que se lhe diga e  de qualquer modo, não deveria ser preciso. Para quê esforçar-se? Um amigo verdadeiro não sente inveja, para começo de conversa. Lá dizia Oscar Wilde: ser solidário com a infelicidade de um amigo é canja; complicado é ser solidário com o sucesso dele!  É no hospital e na prisão, mas também no triunfo que se reconhecem os verdadeiros amigos.

Logo, o que há a fazer é:

a) se possível, arredar-se dessas pessoas, e

 b) ser muitíssimo discreto. O segredo é a alma do negócio e quem diz negócio diz relacionamento, projecto, etc, etc. O silêncio é de ouro.

 Hoje em dia, com as redes sociais e toda essa máquina micro-publicitária ao dispor de cada um, há o apelo constante de partilhar as alegrias e os pequenos triunfos. Em certas situações, sente-se mesmo a feia tentação  de divulgar isto ou aquilo para arreliar, "fazer ferro" ou "fazer de ver" a fulano ou beltrano. 

  É compreensível, mas não deixa de ser um sentimento pouco elevado. Essa baixeza deve combater-se porque não só pode passar uma imagem errónea de um certo mau carácter, como atrai invejas desnecessárias. Evitar a ostentação e a exibição fátua é meio caminho para estar livre do "mal de inveja". Lá diz o provérbio árabe, "não contes tudo o que sabes, porque podes dizer o que não convém".

Ora, não quer isto dizer que uma pessoa se oculte num buraco, que esconda o merecido êxito ou felicidade com medo dos invejosos, como se tivesse cometido alguma impostura; mas a melhor atitude é a de absoluta serenidade e discrição até que tudo esteja resolvido. A boa tradição de não anunciar que se espera uma criança antes dos três meses do estado de graça aplica-se a tudo na vida. Não podemos fazer nada quanto à inveja alheia, mas podemos- e devemos - colocar os invejosos perante factos consumados.

 Ou seja, não falar em nada, e perante a curiosidade alheia responder vagamente "logo se vê...vai tudo andando, se Deus quiser...o que tem de ser tem muita força...com calma faz-se tudo" e assim por diante.

 Se têm de se remoer, ao menos que o façam quando já não podem agourar, estragar nada ou impedir o que quer que seja, porque já está feito. Deitar foguetes antes da festa é convidar sarilhos. Vade retro!



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