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Wednesday, October 29, 2014

Três tiradas do dia: mulheres gulosas, ingratidão masculina e Lady Mae



1- Beleza real, não: gulodice


O meu irmão dixit, ao ver-me toda encantada com as imagens do instagram de Isabel Goulart: ela tem uma figura horrível, isso são abdominais de rapaz

E eu que adoro ver uma barriguinha bem definida fico assim a olhar para ele, paladino das belezas naturais que gostos não se discutem. A seguir aplaudo-o quando, a propósito do mesmo assunto, diz que a guru-do-fitness-com-poses-ordinárias, Jen Selter, é isso mesmo, ordinareca e nada apelativa (e eu levanto as mãos para o céu de ter um irmão ajuizado) . Mas depois sai-se com esta, prova provada de que se não é um maluquinho da perfeição também não gosta de wishful thinking: é como essa porcaria da beleza real (irra, que somos mesmo parecidos!). Aquilo não são "mulheres reais". Aquilo são gordanchonas que querem enfardar hamburguers e usar roupa justa e depois desculpam-se assim. Elas são é LAMBAREIRAS. Ora tomem, feminazis.




2- Why don´t you love me? 


O meu gato Maggie, monstrinho über fofo, está tão encantado por morar in the country, que não pára em casa. Perdido e achado é no jardim ou escondido no meio do mato.  Esterilizou-se o bichano para nada e tenho um persa todo lindo para inglês ver - quando vê - porque se as gatas deixaram de ter apelo para ele o mesmo não se pode dizer de louva-a -Deus, libelinhas, toupeiras, passaritos e outra bicharada que anda por aí à solta. Já apanhou um susto com uma raposa e andou mais caseiro, mas foi sol de pouca dura...

Se o tentamos fechar fica raivoso, bate as patonas peludas no chão e rosna, como quem diz "bichos, bichos, biiiichos lá fora e vocês querem-me prisioneiro?" A minha esperança é que venha o Inverno - o Maggie-Maggie detesta frio e chuva - porque até lá ter este gato é (como alguém disse cá em casa) o mesmo que ter um marido bêbedo. Muito lindo, muito bonzinho, mas ninguém faz coisa nenhuma dele, não serve para nada.
 E pior: deixa uma pessoa assim num estado de carência patética, tipo "ama-me, ama-me, ama-me, mas porque é que não me amas? PORQUÊ???". Muita concorrência, é por isso. Como é que eu posso competir com louva-a-Deus e gafanhotos? Ná. Raposa, acode-me!


3- Ainda Lady Mae

Cada vez gosto mais desta personagem: é complexa, cheia de nuances, imperturbável e acima de tudo, uma mulher forte. Casou por conveniência com um homem que ela sabia não ser nenhum anjo, mas que a amava apesar de ela não sentir o mesmo por ele. A tensão entre os dois, no entanto, é de cortar à faca, no bom e no mau sentido: nota-se que são parecidos em muitas coisas, tanto que ela admite "eu não amo o meu marido; se amasse, seria muito mais difícil"- frase que só quem ama ou já amou pessoas complicadas pode entender.
 Mas o que a torna interessante é que apesar de gostar do luxo e poder que o marido lhe proporciona, ela não é a golddigger típica: abre facilmente mão de tudo isso quando percebe realmente o monstro que ele é. A revelação do mau carácter de Lord Loxley em todo o seu esplendor e o facto de ele a fazer sentir cada vez mais encurralada convencem-na sair de casa quase só com a roupa do corpo, renunciando a tudo para começar de novo: sem meios, sem nome mas inteira como mulher e contando só com os recursos da sua inteligência e carisma. Há integridade nela, e a integridade é a característica que mais prezo nas pessoas (reais ou imaginárias) principalmente se vier acompanhada de coragem. Admiro mulheres que não receiam queimar pontes. Como ela própria diz, "o mundo é a minha ostra". Fantástica personagem, fabulosa actriz e óptimo exemplo!






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